GDF investe mais de R$ 1,6 bilhão na gestão do lixo

Até 2024, o Distrito Federal conta com um orçamento de mais de R$ 1,6 bilhão destinados à gestão de resíduos sólidos. O investimento representa a soma dos valores celebrados em contratos com as empresas Valor Ambiental, Sustentare e Suma Brasil, que prestam serviço para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

A aplicação do Governo do Distrito Federal (GDF) ao longo dos cinco anos inclui a instalação e manutenção de diversos equipamentos auxiliares aos trabalhos de limpeza urbana. A proposta visa dar mais qualidade a prestação do serviço de recolhimento e tratamento do lixo, auxiliando nas políticas públicas de saúde e meio ambiente, além de gerar milhares de empregos.

 

Os frutos deste investimento já podem ser vistos pelas ruas de diversas regiões administrativas na forma de 1.039 novos equipamentos. Entre eles: 298 novos caminhões, com capacidades volumétricas variando entre seis e dezenove metros cúbicos; 21 pás carregadeiras; e, 550 lutocares (os carrinhos de varrição) com chips para monitoramento dos trajetos feitos pelos garis.

Além do maquinário móvel, instalações fixas do SLU capilarizam o acesso ao sistema de limpeza urbana local nas regiões administrativas. Até o momento, 198 unidades de papa-lixo e 102 de papa-reciclável foram instaladas, além de 12 papa-entulhos. Desde o ano passado, 6,9 mil papeleiras foram fixadas em pontos de ampla circulação de pessoas, e outras 7,3 mil vão ser instaladas a partir de julho.

O presidente do SLU, Sílvio Vieira, afirma que os esforços do GDF no que diz respeito à gestão correta de resíduos sólidos vão continuar. “Estamos trabalhando muito para que, nos próximos anos, os papa-lixos e papa-entulhos estejam em todas as regiões do DF. São equipamentos essenciais para que o SLU consiga a mobilização da população para cumprir sua missão de manter a limpeza dos espaços públicos, ressalta.

As unidades “papa” se tornaram reforços importantes do SLU na linha de frente da limpeza urbana nas regiões administrativas. Criado como uma alternativa para locais onde não é possível o acesso de caminhões de coleta e para evitar o acúmulo inadequado de lixo, os papa-lixos são contêineres semienterrados que não prejudicam as redes de água e esgoto. A meta do SLU é instalar 382 unidades até o fim de 2022.

A assessora especial da Diretoria Técnica do SLU, Ana Carolina Pereira de Sousa, detalha os benefícios que os papa-lixos trazem para as cidades. “Ele possui um volume de armazenamento cinco vezes maior que os contêineres de superfície, além de guardar os resíduos de forma segura e limpa, minimizando os riscos de proliferação de vetores de doenças”, explica.

A aposentada Nelsina Moreira, de 62 anos, mora em Samambaia, em frente a um do papa-lixo. Segundo ela, a instalação da unidade ajudou a mudar a situação da sua casa e da vizinhança, que era obrigada a conviver com o mau cheiro causado pelo descarte irregular de resíduos em dois terrenos que ficavam próximos à sua casa. “Tinha dia em que a gente não conseguia nem almoçar direito, porque o mau cheiro do lixo era horrível”, conta.

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